Loading...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ata da Assembléia Geral do Centro de Cultura Social Antonio Martinez

Aos quatro dias do mês de outubro de dois mil e nove, tendo primeira chamada às dezessete horas e trinta minutos e início em segunda chamada trinta minutos mais tarde, fora realizada a Assembléia Geral do Centro de Cultura Social Antonio Martinez, em caráter extraordinário, sito a Rua Jaime Barcelos, 570, constituída em atendimento ao requerimento de seus associados recebido e protocolado por Ivan Leandro Ferreira, na qualidade de segundo secretário em quinze de setembro de dois mil e nove na sede social da associação. Estiveram presentes os seguintes associados: Andreia […], Ivan […], Ilson […], Israel […], Simone […], José […] e Valdete […], todos associados fundadores aptos a votar. Fora escolhido Ilson Leandro Ferreira para coordenar a mesa, o qual escolheu a mim, Israel Raimundo dos Santos como seu secretario. A pauta foi a seguinte: 1) Avaliação da atual Comissão Gestora; 2) Destituição da Comissão Gestora; 3) Indicação e posse da Comissão Gestora provisória. Dando inicio a ordem do dia o coordenador expõe que a atual comissão gestora não cumpre com o que estabelece o estatuto da associação, quando não realiza reuniões com periodicidade mensal, o que caracteriza abandono de suas funções. Eduardo não apareceu mais na sede da associação, nem entrou em contato com os associados para tratar sobre assuntos pertinetes a sua função nesta entidade. O associado Israel apresenta a denuncia de que a assembléia que elegeu e empossou a atual gestão é ilegítima, já que não fora presenciada por um terço ou mais de seus associados e ainda, a ata do preito fora assinada sob pressão, continua expondo o problema de insanidade que afeta o associado Eduardo da Motta Preto, o qual foi evidenciado pelos diversos “surtos” que o mesmo veio demonstrando nas ultimas atividades e atualmente em outros meios sociais. Sem menções pormenores, o associado Israel finaliza dizendo que este quadro psíquico de Eduardo está impossibilitando-o de exercer quaisquer das funções sociais desta associação. Os associados Andréia Rosa e Ivan Leandro confirmam terem assinado o documento que legitima atual gestão devido aos meios pelos quais Eduardo fizera uso e afirmam que para se livrarem das azucrinações do mesmo não havia outra saída. A atual gestão não se reuniu uma única vez se quer para tratar de questões pertinentes a suas atribuições estatutárias. Esgotado as queixas, o coordenador prossegue com o próximo tópico a ser tratado na ordem do dia e coloca em discussão a Destituição da Comissão Gestora. Com a palavra o coordenador da assembléia, “Com o que fora exposto até o momento, não resta dúvida que esta gestão não cumpriu, até atual data suas funções e diante deste fato, somado com o agravante do estado insano por que vem passando Eduardo e de acordo reza o estatuto social desta associação pergunto aos presentes, existe alguma duvida ou alguém contrario a destituição da Comissão Gestora?” Não Havendo nenhuma manifestação o coordenador elabora outra pergunta. “Quem é favorável a Destituição da atual Comissão Gestora do Centro de Cultura Social Antonio Martinez?” Todos os presentes levantaram a mão, sendo favoráveis a destituição. O coordenador informa a todos que a partir daquela data a Comissão Gestora não exerce mais suas prerrogativas na associação e que serão todos os ausentes notificados no prazo de dez dias úteis a se contar desta data e a ata registrada, publicada no blog e fixada na sede do Centro de Cultura Social Antonio Martinez para que os demais interessados tenha conhecimento. O terceiro e ultimo item da ordem do dia a ser discutido é sobre a comissão gestora interina. O coordenador fala que o papel desta comissão é muito importante para o futuro da associação e sua função é, dentro do prazo estabelecido representar a associação de acordo com seu estatuto e realizar novo preito para as funções executivas da associação, registrar os documentos pertinentes a sua legitimação junto ao cartório, colocar em dia as pendências, requerer a devolução de todos os documentos que estiverem em mãos de outros associados e zelar pelo bom andamento das atividades relacionadas com os objetivos do Centro de Cultura Social Antonio Martinez. Em seguida passa a palavra a quem quiser usufruí-la. Fazendo uso da palavra o associado Israel Raimundo fala que se prontifica a exercer esta função se assim os presentes concordarem. Retomando o uso da palavra o coordenador, Ilson Leandro consulta a assembléia se há alguém contra Israel Raimundo ser o Secretário interino da associação, não havendo manifestação em contrário o coordenador empossa Israel Raimundo dos Santos na função interina de Secretário da associação Centro de Cultura Social Antonio Martinez pelo prazo de cento e oitenta dias corridos a se contar a partir desta data. Vencido o prazo e não sendo realizado novo pleito se constituirá outra assembléia extraordinária em até dez dias após vencimento. Nada mais havendo a ser discutido o coordenador deu por encerrada a assembléia e eu Israel Raimundo dos Santos lavrei a presente ata e a assinei junto com o coordenador e os demais presentes.


São Paulo, 04 de outubro de 2009.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Relatório da 3ª Assembléia do MOVIMENTO POPULAR PELOS DIREITOS DOS MORADORES DAS MARGENS DO TIETÊ E POR JUSTIÇA NO PROCESSO DE DESAPROPRIAÇÃO

Relatório da 3ª Assembléia do MOVIMENTO POPULAR PELOS DIREITOS DOS MORADORES DAS MARGENS DO TIETÊ E POR JUSTIÇA NO PROCESSO DE DESAPROPRIAÇÃO

“Sou que nem soca de cana, me cortem que eu nasço sempre”.
Assembléia realizada na manhã do dia 19 de setembro de 2009 na EMEF Prof. Flávio Augusto Rosa na Vila Itaim. Estiveram presentes, segundo registro em lista de presença, 357 moradores, assim distribuídos: 171 da Vila Itaim; 104 do Jardim Romano, Jd. Margaria e Jd. Martha; 57 do Jardim Aymoré, 25 de outros bairros (Penha, Jd. Helena, Ferraz de Vasconcelos, Pantanal, São Miguel, Vila Mara e Jd. Dos Reis). E, para dialogar com a comunidade sobre as demandas da construção do Via Parque Várzea do Tietê, estiveram presentes: o subprefeito de São Miguel Paulista Dr. Diógenes Sandim Martins; Sr. Rui Brasil do gabinete da Secretaria do Saneamento e Energia do Estado de São Paulo; Sr. Ubirajara Felix, superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica - DAEE; Deputados Estaduais, Simão Pedro e Adriano Diogo; Deputado Federal Paulo Teixeira; Vereadores do município de São Paulo, Zelão e Juliana Cardoso; Maria Aparecida de Sousa Xavier pela Diretoria Regional de Ensino de São Miguel Paulista; Débora Cristina Diogo, diretora do núcleo Leste 2 da secretaria do verde e do meio ambiente, representando o Secretário Eduardo Jorge; André Delfino da Silva da União dos Movimentos de Moradia; Célia Assunção do Conselho Municipal de Saúde; representantes e assessores de parlamentares; representantes do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente; líderes sindicais, líderes religiosos, líderes comunitários entre outros.
A assembléia, coordenada pelo presidente da ACALeO – Ação Cultural Afro Leste Organizada, Sr. Osvaldo Ribeiro, teve início com uma acolhida aos presentes e agradecimentos aos fomentadores/organizadores/incentivadores deste Movimento e aos apoiadores políticos1; um tributo aos que morreram na luta pela terra e por justiça social – dos índios Guaianás à Dona Maria do Pantanal e Dona Valquíria da Vila Itaim. Reiterou o caráter apartidário do Movimento e retomou seu histórico, ilustrando com fotografias projetadas em telão, desde a 1ª assembléia (30/07/09) aos desdobramentos até a presente data2. E, evidenciou os 5 pontos que justificam a continuidade desta luta: 1) diminuição do limite demarcado para a desapropriação (que atinjam menos moradias; 2) por uma política de habitação justa (uma casa por outra); 3) Por uma política de proteção ambiental que integre o ser humano como parte do meio ambiente; 4) pelo esclarecimento das dúvidas dos moradores em situações diferenciadas; 5) para que as informações sobre este projeto cheguem a todas as comunidades atingidas. Seguiu com a aprovação de um regimento mínimo e organizativo desta assembléia (caráter consultivo e deliberativo, tempos e ordem das falas, forma de votação).
Os moradores apresentaram inicialmente suas dúvidas, ansiedades e insatisfações (alguns por escrito e outros com uso do microfone - maior parte): Por que os políticos apareceram somente agora sendo que este projeto já era de conhecimento de todos eles? Por que o projeto preserva uma escola que foi construída quase dentro do Rio Tietê (Flávio Augusto Rosa), mas demarca para derrubar moradias que estão mais distantes? Porque a metragem do parque ultrapassa os 50 metros de distância das margens do Rio? Para onde vamos se o parque chegar primeiro que as moradias? Porque o governo não apresenta propostas de moradia? Como funciona esse projeto “minha casa minha vida” e no que poderá nos ajudar? Vocês já fizeram o estudo prévio de impacto ambiental e o relatório de impacto ambiental desta obra? (pergunta encaminhada à mesa com cópia de abaixo assinado do movimento da Vila Aymoré que irá requerer esta documentação). E sobre a lei 2220 que trata dos nossos direitos, o que vocês têm pra falar? Vocês implementarão a política da DERSA que em outras desapropriações ofereceu apenas o valor de uma passagem “de volta para minha terra”? Porque não dão soluções e respostas mais imediatas e mais completas sobre o destino destas famílias? Qual a política de desapropriação para as diferentes situações dos moradores (várias famílias em um mesmo terreno, pagadores e não pagadores de impostos, etc.)?
Em continuidade teve a palavra o subprefeito Dr. Diógenes que apresentou o projeto do Parque Linear com as margens de desapropriação já reduzidas, comparado ao mapa apresentado na primeira assembléia, indicando que o projeto ainda está em processo de definição, falou da necessidade de que os moradores acompanhem este processo de análise junto com seus representantes; falou do plantão de atendimento à comunidade instalada na subprefeitura, o qual poderá vir para as comunidades e da necessidade de buscar alternativas de moradias para a população que será desapropriada.
O deputado federal Paulo Teixeira falou da urgência de que o governo traga para os bairros uma clara proposta habitacional; da necessária parceria entre os governos federal e estadual para uma política habitacional e se comprometeu a trazer o governo federal para este diálogo. O deputado estadual Simão Pedro, ratificou estas propostas, clamou por uma total rejeição a quaisquer propostas que removam famílias sem a prévia garantia de nova moradia e pela recuperação da proposta original do projeto do Via Parque que previa a uma política habitacional, saudaram o movimento e se despediram da comunidade para cumprir outras agendas.
Simultaneamente a esta assembléia, ocorria um encontro de lideranças políticas no Parque Paulistano, organizada pelo PSOL e por algumas lideranças do PT, para a qual convidaram parlamentares e o poder público na pessoa do Sr. Rui Brasil do gabinete da SSE. Assim, depois de cumprirem agenda nesta atividade, algumas lideranças e parlamentares começavam a chegar para esta assembléia. Convidados para integrar a mesa teve a palavra o deputado estadual Adriano Diogo que questionou o material produzido pela subprefeitura de São Miguel Paulista que trata como crime as construções irregulares na região da várzea e anuncia demolições com fotografias da atuação da Guarda Ambiental, indicando que este material é o retrato da política do governo para as famílias e que a desapropriação não tem base legal. A vereadora Juliana Cardoso, reafirmou estes questionamentos e orientou aos moradores para que não recebam funcionários do governo e que nada assinem, recusem o “vale de volta para a minha terra” (indenização da DERSA) e que saiam de suas casas somente mediante o recebimento de outra. O vereador Zelão, anunciou que encaminhou requerimento ao DAEE solicitando uma audiência pública na Câmara Municipal para o próximo dia 07 para tratar deste assunto e que aguarda confirmação e, defendeu a saída do morador a ser desapropriado somente mediante entrega de outra moradia. Se despediu dos presentes também para cumprir outra agenda.
Seguindo, o Sr. Rui Brasil disse que a construção do parque linear é uma forma de melhorar o espaço público, social, ambiental e, consequentemente, a vida da população; que é um projeto a ser construído junto com a população; que o cadastro das atuais famílias moradoras na linha de desapropriação, é medida para sondar interesses e construir proposta habitacional em parceria com a população. Sr. Ubirajara Felix também falou do cadastramento das atuais famílias enquanto medida de proteção, contra oportunistas que constroem casas de última hora para se aproveitar da política de desapropriação, ao que o subprefeito, complementou dizendo que é uma política de fiscalização contra bandidos e não contra os atuais moradores. Contudo, falou que se o material será motivo para impedir o diálogo entre o governo e a população, poderá não mais distribuir, tirá-lo de circulação e, se necessário, queimá-lo.
André Delfino da Silva da União dos Movimentos de Moradia enfatizou a ausência da Secretaria de Habitação nestes debates; que somente se fala em casas a serem removidas, mas nada se fala sobre as que deverão ser construídas e que há uma total falta de política habitacional no Estado de São Paulo a ser denunciada. Segui-se com a leitura destas propostas e posições políticas projetadas no telão e teve início um caloroso e desrespeitoso debate com acusações de que este Movimento está cooptado pelo governo. Membros do PSOL e parlamentares do PT passaram a propor rejeição à todas as propostas vindas do poder público, o PSOL exigiu ainda a fixação de prazos para a construção das moradias, o acesso imediato à moradia e a ampliação do debate para a questão fundiária.
O coordenador da mesa e líder deste Movimento, Osvaldo Ribeiro, tomou a palavra e enfatizou o pioneirismo deste movimento na informação da população; seu caráter apartidário e do diálogo também com o poder público enquanto possibilidade de garantia dos direitos e dos esclarecimentos sobre o projeto, assunto até então tratado como segredo de estado por alguns que já sabiam do projeto, mas que nada fizeram para informar os moradores; deixando claro que esta via do diálogo não significa aliança com governo, contra o qual este movimento também poderá se levantar, como já ocorreu em outras administrações ante manifestação de truculência e/ou de violação dos direitos dos moradores e reafirmou a soberania do povo e do movimento popular. Concepção confirmada por outras lideranças do Movimento.
A exaltação de ânimos levou ao esvaziamento da assembléia e prejudicou a análise e a aprovação das propostas que, visivelmente, carregam profundas similaridades, particularmente no tocante ao diálogo com os governos (do municipal ao federal – todos têm buscado diálogo); aos propósitos deste Movimento (os 5 pontos – particularmente o que exige uma casa por outra) e a necessidade de que se implemente uma política de revitalização do Rio Tietê desde que haja integração do ser humano como parte deste meio ambiente. Por estes motivos, e por suspeitar do mais novo casamento entre alguns líderes partidários que até ontem eram arquiinimigos, é que o presidente da ACALeO e líder deste Movimento entendeu que há uma nítida aliança pelo desmantelamento desta ação, a qual nunca se apresentou como única opção, tem respeitado a todos os novos focos de luta que vêm surgindo e tratado com cordialidade a todos os que querem dialogar. No entanto, se constitui no “perigo político da baixada”!
Optamos por concluir este relatório dando-lhe um caráter de MANIFESTO PELO RESPEITO ÀS ORGANIZAÇÔES POPULARES. E, respondendo à acusação de personalismo do Movimento - pela primeira vez eu, Osvaldo Ribeiro Santos, me apresento enquanto munícipe portador de CIC, RG, Título Eleitoral, professor, artista, que carrega três Pes - preto, pobre e periferizado, nascido e criado em moradia construída à margem do Rio Tietê, com profundas raízes históricas e afetivas com a região, cuja casa e sede da organização que presido – ACALeO, ainda que já tenha ocorrido a diminuição da margem de desapropriação – fruto desta luta, continuam na linha de desapropriação. Perguntam os incomodados: Como ousa tal pessoa, querer reunir o povo e brigar por direito à moradia e dignidade neste processo de desapropriação?
Saudações à luta popular !
ACALeO –
Ação Cultural Afro Leste Organizada
Blogger: http://acaleo.blogspot.com/
Orkut: Ação Afro Leste Organizada
e-mail: Oswaldoacaleo@bol.com.br
TEl: 0xx11-7220-1136
1 Cortejo Livre Leste (Rede de Artistas da Zona Leste); Paróquia São José Operário; S.A.B. – Sociedade Amigos da Vila Itaim; S.A.B. – Sociedade Amigos da Vila Mara, Jd. Maia e Vilas adjacentes; AMZOL – Asociação de Mulheres da Zona Leste; Teatro União e Olho Vivo; SAMBA DO BULE; Centro de Cultura Social Antonio Martinez; Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas, Plásticas e Similares de SP; APEOESP Sindicato dos Professores do Estado - subsede de São Miguel, Itaim e Região.
2 Após a 1ª assembléia realizada dia 30 de julho a comunidade passa a debater o problema e a buscar informações; o debate chega às escolas: 19/08 assembléia de esclarecimento na EMEF Armando Cridey Righetti quando fundam o movimento da Vila Aymoré; dia 20/08 aula aberta na EMEF Capistrano de Abreu; dia 22/08 realização da 2ª assembléia do Movimento na EMEF Prof. Flávio Augusto Rosa; dia 03/09 realização a 1ª audiência pública na assembléia legislativa, o Movimento participa levando para lá um ônibus com moradores; 14/09 o Jornal eletrônico Brasília Confidencial divulga matéria com entrevista dada por moradores da região. Outros desdobramentos: criação da Comissão de Análise de Despejos em São Paulo na Assembléia Legislativa (proposta pelo Deputado Simão Pedro); indicativo de Audiência na Câmara Municipal para dia 07 de outubro; assembléia de moradores na Igreja Santa Rosa de Lima, no Parque Paulistano, marcada para este mesmo dia e horário.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Breve Histórico

O CCS-AM (Centro de Cultura Social Antonio Martinez), é uma associação, sem fins lucrativos, comunitária e popular, de caráter organizacional, recreativo, cultural, social e educacional, sem cunho partidário, com a finalidade de atender a todos que a ela se dirigirem, independente de nacionalidade, sexo, raça, cor ou crença religiosa.

A partir de iniciativas culturais e praticas sociais dos grupos PCAL, Projeto Periferia, Bolo D’água e Toneladas de Baquirivú, todos oriundos da periferia da Zona Leste de São Paulo, surgiu a proposta de fundar uma entidade que atendesse os anseios dos agentes desses grupos e da população de São Miguel Paulista e região na busca de possíveis saídas, objetivando a transformação individual e social com atividades culturais, recreativas e sociais que trate de forma clara as questões da realidade cotidiana da vida de cada um. Assim surge a proposta de fundação do Centro de Cultura Social Antonio Martinez.

Fundado em 15 de abril de 2007, o CCSAM desenvolve em sua sede diversas atividades culturais e sociais, recreativas, educacionais e políticas a fim de despertar o senso critico dos freqüentadores e promove estabelecer um dialogo que convirja em ações práticas para beneficio da sociedade, alem de estabelecer parcerias com grupos e entidades correlatas a fim de atingir seus objetivos.

Tem como objetivos gerais estimular, apoiar e promover nos meios populares, principalmente, entre os trabalhadores e estudantes, onde as possibilidades de cultura são limitadas por toda espécie de empecilhos, o estudo de todos os problemas que se relacionam com a questão social.

Mantendo-se à margem de qualquer política partidária, o CCS AM trabalhará para desenvolver nos meios populares o espírito de solidariedade, para que se forme um ambiente social onde se alimente sempre em maior grau, os elementos favoráveis à elevação da personalidade humana física e moralmente, cultural e profissionalmente e; por isso, condena todas as formas de tiranias, que prejudiquem as liberdades individuais e coletivas; todas as formas de exploração que anulam as possibilidades econômicas para o desenvolvimento do individuo dentro da coletividade próspera e livre; todas as formas de obscurantismo, que contribuam para o embrutecimento do indivíduo; todos os vícios, hábitos e costumes que concorreu para o relaxamento do caráter e para a corrupção moral e física da personalidade humana.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

RETOMADA INDIGENA II



PROGRAMA PINDORAMA – PUC-SPRETOMADA INDÍGENA II DA ALDEIA À CIDADE

21/9 - 2a. feira:-

18h30 - Museu da CulturaAbertura da semana com Emerson Souza e Profa. Dorothea PassettiDança do grupo Wassu Cocal.- Abertura da Exposição com fotos "Indígenas na cidade” e com artesanato de cestaria/trançados das etnias que vivem em SP.

19 h. Projeção do curta Para todo mundo ficar sabendo (povo Xavante daAldeia Abelhinha).
Após o filme, haverá debate com a Profa. Carmen Junqueira.-

22 3a f.

19 h. Auditório da BibliotecaProjeção do longa-metragem: Encantadora de baleias - com comentárioEdson Kayapó)-

23/9, 4a. f.19 h. Auditório da BibliotecaProjeção do longa-metragem: Terra Vermelha(com comentário de Emerson e Jaciara, Guarani)

24/9 - 5a. f.19h. Museu da Cultura Mesa redonda com o tema: Os indígenas na cidade- Projeção do curta Raiz Pankararu (Edcarlos/Kineforum)- Maria das Dores Pereira do Prado, Pankararu, comentando a pesquisa dainiciação científica sobre a comunidade Pankararu em São Paulo.- Profa. Lúcia Rangel, da coordenação do Programa Pindorama- Timóteo Verá Popyguá: "Uma aldeia na cidade - Debate

25/9 6a. f.19h Museu da CulturaProjeção do curta Pankararé, povo do sertão (TV Cultura), comentado pelo prof. Rinaldo e por Renato Pankararé, filho do cacique Angelo, assassinado em 1979.

Encerramento com a participação de várias etnias, com canto, dança efala.

Durante a semana haverá venda de artesanato no térreo do prédio novo.

sábado, 12 de setembro de 2009

2º Cortejo Livre Leste


VIA PARQUE VÁRZEA DO TIETÊ ?

MOVIMENTO POPULAR PELOS DIREITOS DOS MORADORES DAS MARGENS DO TIETÊ E POR JUSTIÇA NO PROCESSO DE DESAPROPRIAÇÃO

3ª ASSEMBLÉIA DE MORADORES

19 de SETEMBRO de 2009 às 10:00 h

Local: EMEF PROFESSOR FLÁVIO AUGUSTO ROSA - Rua Gruta das Princesas, 165 – Vila Itaim

OBS: descer na Estação de Trem Jardim Romano, linha 12 - Safira.

! ! ! NÃO QUEREMOS QUE ISSO ACONTEÇA CONOSCO ! ! !

Agosto de 2009: expulsão de 800 famílias
em Campo Limpo no Capão Redondo
decidida pela justiça e executada pela
tropa de choque da polícia militar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

CCS Antonio Martinez - 2 anos de fundação

Na esquina do encontro da Rua Jaime Barcelos com a Rua Afonso Lopes de Baião, nos deparávamos com muita sujeira: lixos e entulhos, jogados por moradores de bairros vizinhos. Em meio a um local tão poluído, ratos, baratas e insetos faziam do terreno sujo as suas "casas".


Foi só em 2006 que as pessoas da região passaram a pensar em meios de acabar com o problema, e no final do mesmo ano uniram-se no Centro de Cultura Social Antonio Martinez para um mutirão de limpeza do terreno. Assim que limpo, o espaço passou a servir como local de lazer e atividades do próprio Centro de Cultura, como o Encontro Ecocultural, realizado em 2007, que deu continuidade ao trabalho de limpeza com o plantio de mudas de árvores. O evento contou ainda com horário para almoço, apresentações artísticas e bate-papo com os moradores da região sobre a importância de manter o espaço limpo.


Esse resultado positivo foi conquistado pela parceria entre as pessoas que moram próximas ao local, provando que é através da relação de parceria e união que é possível conquistar projetos para o bem de todos.


O Centro de Cultura Social Antonio Martinez participa desta e de outras histórias para melhorias do bairro e da relação entre as pessoas desde 2000 (anos anteriores de sua fundação - 2007), local para que os moradores se reúnam e construam suas próprias atividades em benefício da comunidade. É um espaço aberto e coletivo para nos reunirmos e falarmos sobre os problemas vivenciados e a buscar soluções, além da realização de atividades culturais e educativas e etc.


Para que as histórias continuem a melhorar nossa região é necessária a sua participação! Venha conhecer, construir e participar das atividades!


Algumas atividades já realizadas:


Intercultural –

Ecocultural –

Cinema na Praça –

Apresentação do grupo Arruacirco –

Vídeos-debate –

Oficinas de artesanato (biskuit)

Oficinas de Zine –

Grupo de teatro –

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

FEVEREIRO ANTI-FASCISTA 2009

Uma atividade organizada pelo Movimento Anarcopunk de São Paulo desde 2000, ano em que o adestrador de cães Edson Néris foi espancado até a morte por um grupo de skinheads por ser homossexual.
Participe! Divulgue! Contribua! Organize!

Mais informações, cartaz da jornada, textos e denúncias no site www.anarcopunk.org/antifa

* * *

Calendário de Atividades:

> 07 de fevereiro - 10hs: ATO NO CENTRO DE DIADEMA
panfletagem, microfone aberto para denúncias, exposições e som com Servidores do RAP.

> 14 de fevereiro - 12hs: ATIVIDADE, GRAFITE E ARTE DE RUA ANTI-RACISTA
e mais distribuição de panfletos e materiais.

Local: Rua N. Feitosa (atrás da escola Celso Pascheco) - Jardim Capriott - Carapicuíba

> 14 de fevereiro - 18hs: SOLIDARIEDADE À COMUNIDADE ANDINA
exposições, intervenções e distribuição de materiais

Local: Rua Coimbra - Bresser (próximo ao metrô Bresser)

> 15 de fevereiro - 13hs
Vídeos: Jornadas Anti-Fascistas 2008 - clip da banda Revolta Popular e documentário “Ordem e Progresso e a Destruição da Natureza”
Debatepapo sobre a luta anti fascista, e som com bandas punks e rap, e capoeira.

Local: CDM - Vila Invernada / Rua Raimundo Correa, 131 Água Raza.

Entrada: 1kg de alimento não perecível em prol da Casa de Apoio a Portadores de HIV/DST “Resplendor”.

> 28 de fevereiro: 13hs
panfletagem, teatro, exposições, bandas (punk, rap, forró, sertanejo), distribuição de materiais, vídeo…

Local: Praça Brasil Japão - Sapé / Rio Pequeno

> 07 de Março: 10hs - ATO NA PRAÇA DO PATRIARCA - CENTRO
roda de capoeira, bateria da Pavilhão 9, teatro, microfone aberto para denúncias, exposições, panfletagens, mural anti-fascista, faixas, som com Servidores do Rap e Regicidas.

* * *
Essa Luta Também é Sua!

Organização: Movimento Anarcopunk de São Paulo - MAP/SP ::: Cx Postal 1677 CEP 01032-970 SP/SP
map.sp@anarcopunk.org
Apoio e Organização: Núcleo Anarco Rap